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Mercado · 9 min de leitura

Tiny house em Portugal: preços, licença e onde comprar

Por Matheus Agueda · 12 de setembro de 2026

Actualizado a: 4 de outubro de 2026

Tiny house em Portugal: o essencial

Na Green Village, uma tiny house — até 30 m², sobre rodas ou sobre apoios — tem preço entregue: em Portugal continental, o preço da ficha inclui o transporte e a colocação no terreno, com o IVA apresentado à parte (preço de entrada no stock actual: €11.950); ficam de fora o terreno, os ramais de água, luz e esgoto, o projecto e as taxas. Para a lei, é uma edificação como outra qualquer: o RJUE abrange «qualquer outra construção que se incorpore no território com carácter de permanência, independentemente do sistema construtivo», por isso, para morar nela, conte em regra com licença ou comunicação prévia da câmara e com um terreno cujo PDM admita esse uso.

  • Quanto custa? Preço de entrada: €11.950, entregue no continente; cada unidade tem preço na ficha, em tiny houses e mini casas em stock.
  • É legal? Sim, se o PDM admitir esse uso e a câmara o aprovar; ter rodas não é, por si, uma isenção (RJUE, art. 2.º, alínea a)).
  • Que carta? B, B com prova prática específica, BE ou C1E, conforme a massa do reboque e do conjunto (RHLC, arts. 3.º e 21.º).
  • Onde comprar? A um construtor, a um particular ou a um importador com stock, como a Green Village; nas ilhas, o preço entregue é orçamentado para a morada.

Quanto custa uma tiny house em Portugal?

No stock actual, o preço de entrada é €11.950 — novas: €11.950; usadas: €14.576; mediana: €30.320. Os preços por tipo e por número de quartos, sempre actualizados, estão em tiny houses e mini casas em stock.

Como se forma o preço entregue

  • A unidade: o preço da ficha.
  • Transporte até à morada: carga, estrada ou mar, descarga e posicionamento, incluídos no preço entregue.
  • Direitos aduaneiros, se aplicáveis: unidades de origem britânica pagam direitos à entrada na UE, salvo prova de origem que dê 0 % ao abrigo do Acordo de Comércio e Cooperação; as que já estão na UE circulam livremente.
  • IVA do destino: no continente, a taxa normal é de 23 % (Código do IVA, art. 18.º, n.º 1, alínea c)).
  • Preço entregue: a soma, num único valor — o preço da ficha já o é para Portugal continental.

Fora dele ficam a preparação do terreno, as ligações de água, electricidade e saneamento, o projecto, as taxas municipais e, numa tiny house sobre rodas, o veículo para a rebocar. Há construtores que anunciam o preço com IVA e reboque, mas sem a entrega: ao comparar, confirme se o transporte está incluído.

Onde comprar uma tiny house em Portugal?

  • Construtor nacional, por encomenda: escolhe a planta, mas espera pela obra, por vezes em lista de espera.
  • Particular: inspecciona sozinho, trata do transporte e confirma a documentação do reboque.
  • Importador com stock: unidades já construídas, novas e usadas, com fotos reais e preço em cada ficha — é assim que trabalha a Green Village.

Para ver antes de comprar: loja principal na Maia, showroom da Ribeirinha, nos Açores, de Vigo (Carr. de Madrid 183, Lavadores; de terça a sábado) e de La Séguinière, em França, por marcação. Opções de financiamento: as condições de cada crédito decide-as quem o concede.

Entrega da tiny house no continente e nas ilhas

No continente ou nas ilhas, o transporte é organizado pela Mobile Home Logistic. O preço entregue inclui a instalação, com o IVA apresentado à parte. O preço da ficha é o do continente: nos Açores e na Madeira, o preço entregue é orçamentado para a morada — veja a entrega nos Açores. O terreno precisa de acesso e de base preparada, orçamentada à parte.

É legal ter uma tiny house em Portugal? O que diz o RJUE

Sim, se o PDM admitir esse uso no terreno e a câmara o aprovar: o RJUE trata como edificação qualquer construção que se incorpore no território com carácter de permanência, independentemente do sistema construtivo — ter rodas ou ser pré-fabricada não garante, por si, a dispensa de controlo prévio.

O RJUE (Decreto-Lei n.º 555/99) foi revisto pelo Decreto-Lei n.º 108/2026, em vigor desde 1 de Outubro de 2026 (Decreto-Lei n.º 155-B/2026); o artigo 1.º-A, sobre construção modular, está revogado; o que decide é a definição de edificação do artigo 2.º.

  • Art. 2.º, alíneas b) e j): obras de construção são «as obras de criação de novas edificações», e usar o solo para fins não exclusivamente agrícolas, pecuários, florestais, mineiros ou de abastecimento público de água é operação urbanística.
  • Art. 4.º, n.os 1 e 2, alínea c): as operações dependem de licença, comunicação prévia ou comunicação prévia com prazo; obras de construção fora da comunicação prévia exigem licença.
  • Art. 4.º, n.º 4, alíneas d) e e): há comunicação prévia em plano de pormenor, unidade de execução ou loteamento que defina alinhamentos e polígono de implantação, e em zona urbana consolidada, se a obra respeitar os planos, não exceder a altura mais frequente das fachadas da frente edificada e não estiver sujeita a cedências.
  • Arts. 6.º, n.º 1, alínea c), e 6.º-A: as obras de escassa relevância urbanística estão isentas, mas a alínea a) do art. 6.º-A só abrange edificações junto a um edifício principal, até 2,2 m de altura (ou até à cércea do rés do chão), 10 m² e sem confinar com a via pública — não uma tiny house autónoma ou com mais de 10 m².

A resposta final é da câmara: o regulamento municipal pode qualificar outras obras como de escassa relevância e fixar limites além dos das alíneas a) a c) (art. 6.º-A, n.º 1, alínea i), e n.º 3), e o PDM muda de concelho para concelho. Para habitar depois de obra com licença, com comunicação prévia ou isenta por informação prévia favorável (art. 6.º, n.º 1, alínea h)), submete-se uma comunicação prévia de utilização e a casa pode ser usada logo após a submissão (art. 62.º-A); nos demais casos, uma comunicação prévia com prazo, com uso dez dias depois, salvo rejeição ou vistoria (arts. 62.º-B e 64.º). Habitar sem essa comunicação é contra-ordenação (art. 98.º, n.º 1, alínea d)).

Casas «amovíveis» e sobre rodas: dois exemplos de PDM

  • Redondo (PDM, art. 20.º): «As casas modulares, prefabricadas e amovíveis, ou equiparadas, independentemente dos materiais ou tecnologias aplicadas, são consideradas edificações» sujeitas a controlo prévio.
  • Coimbra (PDM, art. 5.º, alínea c)): «estrutura amovível e ou ligeira» é uma «construção, não permanente e destinada a uso não habitacional» — uma casa para morar não cabe nessa figura.

São exemplos de dois concelhos: confirme as regras do seu com a câmara. Mais detalhe no guia de casas amovíveis.

Tiny house em terreno rústico: o que o PDM decide

A Lei de Bases dos Solos (Lei n.º 31/2014, art. 10.º) distingue solo rústico — destinado, nomeadamente, ao aproveitamento agrícola, pecuário e florestal — de solo urbano, e os planos municipais vinculam «direta e imediatamente» os particulares (art. 46.º, n.º 2): num terreno rústico só se instala o que o PDM admitir. Reclassificar solo rústico como urbano «tem caráter excecional» (RJIGT, art. 72.º, n.º 1, na redacção do Decreto-Lei n.º 117/2024).

Verifique no pedido de informação prévia a Reserva Ecológica Nacional, a Reserva Agrícola Nacional e outras restrições. Alternativas: um lote urbano com uso habitacional ou uma casa móvel num parque de campismo, com as regras do parque por escrito. Mais casos em casa móvel em terreno rústico.

Como colocar uma tiny house no seu terreno: a informação prévia

Qualquer interessado pode pedir à câmara informação prévia sobre a viabilidade da operação e os condicionamentos do terreno (RJUE, art. 14.º, n.º 1); quem não for proprietário junta certidão do registo predial (n.º 3). A câmara delibera em 15 dias (pedido do n.º 1) ou em 30 dias (pedido detalhado do n.º 2), contados do termo do prazo do saneamento e apreciação liminar (art. 16.º, n.º 1) ou, havendo consultas externas, do último parecer recebido ou do fim do prazo para a sua emissão (n.º 2). Esgotado o prazo, o pedido considera-se tacitamente deferido (n.º 6), e a informação favorável vale dois anos (art. 17.º, n.º 5).

  1. Classificação do solo e usos que o PDM admite.
  2. Pergunta expressa: é admitida casa pré-fabricada ou móvel para habitação ou alojamento?
  3. Servidões e restrições, como REN e RAN.
  4. Resposta por escrito.
  5. Só depois compre o terreno ou a casa.

A Green Village diz-lhe o que perguntar à câmara: fale connosco.

Uma tiny house paga IMI?

Ter rodas não afasta o IMI. Para o Código do IMI, prédio inclui construções de qualquer natureza assentes num terreno com carácter de permanência, que façam parte de um património e tenham valor económico (art. 2.º, n.º 1); as construções «ainda que móveis por natureza» são permanentes quando afectas a fins não transitórios (n.º 2), e a permanência presume-se após mais de um ano no mesmo local (n.º 3). Uma tiny house que fica para habitação pode ser prédio para efeitos de IMI — confirme o seu caso com as Finanças.

Que carta precisa para rebocar uma tiny house?

Decide a massa máxima autorizada (MMA) do reboque e do conjunto (Regulamento da Habilitação Legal para Conduzir, RHLC, Decreto-Lei n.º 138/2012):

Reboque (MMA)Conjunto (MMA)CartaBase legal
Até 750 kgCarro da categoria BBArt. 3.º, n.º 2, f)
Acima de 750 kgAté 3500 kgBArt. 3.º, n.º 2, f)
Acima de 750 kgAcima de 3500 kg e até 4250 kgB com prova prática específicaArt. 21.º, n.º 3
Até 3500 kgAcima de 3500 kgBE (exige carta B)Arts. 3.º, n.º 2, g), e 21.º, n.º 1, b)
Acima de 3500 kgAté 12 000 kgC1E (exige carta C1)Arts. 3.º, n.º 2, i), e 21.º, n.º 1, b)

Circular na estrada não substitui o controlo prévio da câmara para instalar a casa. Diferenças entre tiny house, mobile home e caravana: guia de casas com rodas.

Tiny house ou mobile home?

A tiny house serve quem quer pouco espaço e, sobre rodas, mobilidade; quem precisa de mais quartos ou de mais área tem mais escolha nas casas móveis. Preço de entrada no stock: tiny house, €11.950; casa móvel usada, €14.576. A comparação completa está em tiny house vs mobile home.

Em resumo

A Green Village Mobile Homes (MHRA Green Mobile Village Homes, Unipessoal Lda) vende tiny houses, mini casas móveis, pods e casas modulares, novas e usadas, com preço entregue que no continente inclui o transporte, com o IVA apresentado à parte. Fundada em 2023, entrega mais de 200 casas por ano em 17 destinos europeus e no Brasil. Loja principal na Maia; showrooms na Ribeirinha (Açores), em Vigo e, por marcação, em La Séguinière.

Perguntas frequentes

Quanto custa uma tiny house em Portugal? No stock da Green Village, preço de entrada: €11.950 (IVA discriminado à parte na ficha), entregue no continente com transporte incluído; terreno, ligações, projecto e taxas ficam à parte.

É legal viver numa tiny house em Portugal? Sim, se o PDM admitir esse uso no terreno e a câmara o aprovar; ter rodas ou ser pré-fabricada não garante, por si, a dispensa de controlo prévio (RJUE, art. 2.º, alínea a)).

Preciso de licença para instalar uma tiny house? Em regra, licença ou comunicação prévia, conforme a zona (RJUE, art. 4.º), e depois comunicação à câmara para habitar (arts. 62.º-A e 62.º-B); a alínea a) do art. 6.º-A só isenta anexos até 10 m² junto a um edifício principal.

Posso colocar uma tiny house num terreno rústico? Só se o PDM o admitir para esse solo (Lei n.º 31/2014, art. 46.º, n.º 2); peça informação prévia à câmara e a resposta por escrito antes de comprar.

Uma tiny house sobre rodas paga IMI? Pode pagar: o Código do IMI trata como permanentes as construções móveis afectas a fins não transitórios e presume a permanência após mais de um ano no mesmo local (art. 2.º, n.os 2 e 3).

Que carta preciso para rebocar uma tiny house? B até 750 kg de reboque ou 3500 kg de conjunto; B com prova prática específica até 4250 kg de conjunto; BE com reboque até 3500 kg; C1E, que exige C1, com reboque mais pesado (RHLC, arts. 3.º e 21.º).

Como fazer para colocar a tiny house no meu terreno? Peça informação prévia à câmara (RJUE, art. 14.º) e pergunte expressamente por casa pré-fabricada ou móvel para habitação; a câmara delibera em 15 ou 30 dias após o saneamento (art. 16.º), e depois segue-se a licença ou a comunicação prévia.

Onde posso comprar uma tiny house? A um construtor por encomenda, a um particular ou a um importador com stock; na Green Village há fotos reais e preço em cada ficha, loja principal na Maia e showrooms na Ribeirinha (Açores), em Vigo e La Séguinière.

Tiny house nova ou usada: qual compensa mais? Depende do uso: compare o mesmo pacote (isolamento, casa de banho, cozinha, reboque e documentação, transporte e IVA); as fichas mostram fotos reais, área útil, dimensões, quartos e estado.

As tiny houses são móveis ou fixas? Há as duas, sobre rodas (THOW) ou sobre apoios; ter rodas não é, por si, uma isenção, nem no RJUE (art. 2.º, alínea a)) nem no Código do IMI (art. 2.º, n.º 2).

Fontes

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